Vice-Prefeito

Vice-Prefeito

Magnus Dantas de Araújo nasceu em 31 de outubro de 1975 em Santo Amaro, na cidade de São Paulo. Filho primogênito de Francisco Pedro de Araújo Neto e Antônia Maria da Conceição de Araújo. O casal teve outros filhos: Marcos, Marcelo, Márcio, João Paulo e Maria Karina.

A história da família de Magnus é a mesma de muitos nordestinos que migraram para as regiões Sul e Sudeste do país. A mãe, nascida na cidade de Santa Catarina (PB), e o pai, no município de Independência (CE) retornaram de São Paulo quando Magnus tinha menos de um ano de idade. O pai foi trabalhar na agricultura como leiteiro e vaqueiro e foi através dessa profissão que conseguiu sustentar a família. A mãe cuidava do lar e da educação dos filhos.

Com 10 anos, Magnus foi morar com a avó, Maria Teixeira Dantas, para ajudar o avô que havia ficado cego. Quando Magnus tinha 13 anos, a avó ficou viúva. Ele terminou o Ensino Fundamental em Crateús e com 15 anos foi sozinho tentar a vida em São Paulo, por necessidade de ajudar financeiramente a família.

Em São Paulo, Magnus conseguiu fazer o Ensino Médio, o pré-vestibular e iniciou a faculdade, mas não conseguiu concluí-la em decorrência das dificuldades. Magnus começou a trabalhar como copeiro em uma churrascaria de São Paulo, ocupando o cargo por um ano. Conseguindo a confiança dos patrões, foi promovido a operador de caixa. Entre idas e vindas de São Paulo a Crateús, se passaram sete anos.

Quando Magnus retornou a Crateús, ele conheceu Railda Maria Machado Cavalcante, hoje sua esposa há quase 18 anos. O casal tem uma filha, Mainara Machado Dantas, com 10 anos.

Com a esposa montou um empreendimento de abate de aves. Para o sucesso do negócio, contou com a ajuda de Flávio Machado, produtor de frangos, quem deu todas as condições para que ele conseguisse montar e conduzir a empresa. No início, eram abatidos de 11 a 15 frangos por dia. Hoje, o empreendimento chegou à marca de 600 frangos abatidos por dia. O “Ponto do Frango” funciona na sede de Crateús, abatendo, vendendo e distribuindo frangos para os comerciantes da região.

Magnus não tinha esquecido a vontade de estudar Direito, desejo que havia brotado ainda na época do colégio. O negócio de frangos foi o passaporte para que ele pudesse alcançar esse objetivo. Somente aos 33 anos realizou esse sonho na Faculdade Luciano Feijão, em Sobral. Com muitas dificuldades de se deslocar de Crateús até Sobral, sendo casado e pai de família, e se mantendo em Sobral durante as aulas, Magnus conseguiu a vitória de concluir o curso e ser aprovado no exame da OAB ainda no 4º ano de faculdade.

Magnus abriu um escritório em Crateús e a primeira causa como advogado foi contra o município de Crateús. Na época, mais de 30 candidatos a guarda municipal haviam sido reprovados no psicotécnico. Magnus defendeu 15 deles, obtendo uma liminar eles pudessem voltar a participar do certame. O ganho de causa gerou repercussão e projetou Magnus na profissão. Como advogado, Magnus também fazia trabalho social, atendendo pessoas mais carentes.

O despertar para a política nasceu quando Magnus estava em São Paulo. Na empresa onde trabalhou, Magnus sempre defendia os interesses dos funcionários. Um dos sócios da empresa chegava a compará-lo a Ciro Gomes, alegando que Magnus era capaz de gravar uma constituição na cabeça. Já o outro sócio comparava Magnus a Vicentinho de Paulo pelo fato de ele defender os interesses dos funcionários.

O momento crucial para que Magnus percebesse a identificação com a política aconteceu ainda em São Paulo quando se indignou pela demora da chegada do socorro médico de uma vítima de atropelamento. Na época, Magnus chegou a ser convidado para ser vereador, mas recusou, pois se tivesse que ser candidato, seria na sua terra.

Quando voltou para o Ceará, procurou um partido político. Magnus se filiou em 2000 ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mesmo partido de Paulo Nazareno, prefeito na época. Como o PSDB estava muito cheio por ser o partido de Paulo Nazareno, Magnus foi transferido para o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Foi candidato a vereador em 2000, obtendo 298 votos e ficando como 3º suplente.

Em 2004, a quantidade de vereadores de Crateús foi reduzida de 21 para 10. Assim, Magnus decidiu se qualificar e quando retornou, ficou à frente da direção do partido. Trazer Gomes Farias e Moses Rodrigues (este último eleito com quase 2700 votos) o credenciou a trabalhar a campanha para um cargo no Executivo. Dessa forma, o partido teve a ousadia de lançar uma chapa para vice-prefeito, apoiando Marcelo Machado como prefeito.

Hoje, além de vice-prefeito, Magnus Dantas também está à frente do Partido Popular Socialista (PPS), que elegeu a maior bancada de Crateús e foi o partido mais votado no município.